quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

20.691,7Km

Listo!

Andamos muito mais que o previsto,
vimos mais que pensamos e
ouvimos mais que falamos
entre largos goles de vinho e pisco

Estão lá, nossos vizinhos
como um Bob Dylan cantando em portunhol
no fim dessa América coberta de espinhos
ressequidos como os de uma macambira pelo gelo e pelo sol

Andamos vinte mil léguas daqui
pra ver montanha, gente, bicho e o que quiser
a América que vimos é um só Cariri
nessa estrada doida que liga a Patagônia a Sumé

Até a próxima,

Camp16

sábado, 17 de janeiro de 2009

Trìplice fronteira


Oi,

Ontem saìmos da Argentina via Puerto Iguazu (apòs Còrdoba, Resistëncia, Corrientes e Posadas). Longa Argentina. Misiones e El Chaco estao bem verdes, mas um pouco mais pra baixo a coisa anda seca e havia protestos na ponte sobre o Rio Paranà (quase que nao passavamos). Apesar de muito protestantes, os argentinos sao bastante catòlicos.
As Cataratas sao fantàsticas. Que doideira andar naquelas passarelas à beira da garganta do diabo, totalmente molhados com o vapor e o vento que sopram da queda dà`gua! Huhuuuuuu!
À tardinha chegamos ao Paraguay. Estamos na casa dos amigos Guido e Lara e hoje as meninas foram à forra com o turismo de compras. Chega de aventuras e vamos ao que interessa, foi o coro unìssono.
Amanha iniciamos o retorno. Tantas coisas vistas, tantas coisas ainda por ver. Na estrada cabe o mundo.

Camp16

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

De Mendoza a Córdoba

Há uma serra com mais de 2.000m a ser vencida e pegamos uma forte neblina. São 670Km que fizemos na parte da tarde de ontem. Córdoba parece ser legal, embora seja muito grande. Como era apenas passagem, ficou para trás.
Estamos agora em Santa Fé, almoçando para seguirmos até Corrientes e, quem sabe, Posadas. A idéia era sair da Argentina ainda hoje, mas não vai dar.

Camp16

De Valparáiso a Mendoza

Oi,

Saímos direto de Valparaíso a Mendoza, num percurso que cruza os Andes a 3.185m de altitude. Devia ser rápido, pero la aduana nos levou mais de 3 horas. Chegamos à noitinha em Mendoza completamente estrupiados. Saída só pra jantar e dormida rápida.
No dia seguinte saímos à cata da bodega Escohiuela (talvez seja assim), mas estava fechada (depois de mais de 1h de buscas) após um incêndio ocorrido em setembro/08. Desistimos de buscar outra bodega e compramos somente um garrafão de 5L de cabernet na beira da estrada.

Camp16

domingo, 11 de janeiro de 2009

Centolla


Hoje almoçamos no mercado central de Santiago. Após vermos todo tipo de mariscos do Pacífico e ouvirmos comentários repetidos sobre as lulas e o nosso presidente (um perfeito calamar), sentamos para degustar um big spider crab (centolla). Vejam na foto...

Camp16

Comentários

Oi Ricardo, Paulo, Didão, Teresa, Lauro, Diana, Gilvandro, Marilita, Lu, Lambrusco e todos mais,

Os comentários de vocês são ainda mais encorajadores e nos dão dicas importantes em cada situação. Deixa ver se há como treplicar os posts:

1) Mar em Chaitén: acabou não sendo necessário, mas "cardin", o GPS garmin emprestado pelo nosso "Great Old Oak" Ricardo Carvalho tem ajudado bastante. Demos uma carga nele com os mapas da Argentina e Chile (grande sacada da turma do proyecto mapear.ar assim como há no Brasil com o tracksource.org) e salvo uma vez ou outra que ele simplesmente não sabe onde está, no geral nos ajuda bastante. Bom mesmo foi o mar no estreito de Magalhães...

2) Vinhos: rapaz, rapaaaaz, que coisa é vinho aqui no Chile. Vou ver se dá pra visitar alguma bodega, mas de qualquer forma estou levando umas amostras para provarmos no calor paraibano;

3) Zé Bruno: aniversário com churrascada é? Parabéns velhinho. Daqui de São Tiago estamos levando boas lembranças do mercado central, lleno de temperos e frutos do mar de tirar o fôlego no menos Pacífico dos oceanos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

No caminho de Santiago



Holá, algumas correções antes do relato dos últimos dias: A ilha chama-se Chiloé e Castro é a sua principal cidade. Chaitén é praticamente um deserto. Ficamos chocados com o estado em que o vulcão deixou a vila. Chegamos lá depois de uma visita rápida à região de Futaleufú (magnífico rio). A barcaça só saía no dia seguinte e custa uma fortuna. Voltamos a Futaleufú (menos que 100Km no rípio) para entrar de novo na Argentina e poder contornar a região chilena atingida pela erupção. Dormimos no melhor camping (até agora) da viagem, às margens do Río Grande (Futaleufú no idioma Mapuche, achamos). Argentina, via Ruta 40 até Bariloche (que deve ser legal no inverno...) e entrada de novo no Chile. Dessa vez levamos uma dura policial (qué que tanto esse povo entra e sai daqui?) com varredura por cão farejador e revista de todas as bagagens (todas). Como a coisa não existia, fomos liberados com pedidos de desculpas ligeiros.
Bem, agora estamos chegando em Santiago de Chile e esta postagem está pegando carona numa wi-fi de estación de servicio Copec (gentileza deles, que nem sabem disso). Segue fotos dos últimos dias.

Abraçaço,

Camp16